Não pode ser tolerado

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Um domingo não é só um domingo. Principalmente quando você reconhece mais um sinal de que há algo errado no mundo.

Uma conversa displicente na porta de casa torna indefensável dois amigos acusados de práticas libertinas a luz do dia.

A mão pousada no ombro do amigo é uma evidência de que um rapaz é homossexual.

Um primo jamais poderá se encontrar com o outro se o último for considerado homossexual.

Uma mãe nunca deixará que se encontrem, pois pode ser penalizada pelo pai do menor.

Um dia regado a jogos de vídeo game não mais será tolerado, afinal, "você já viu as fotos no Facebook dele?"

Não ter uma namoradinha, mas trabalhar e estudar são indícios de envolvimento com o primo.

Nas sextas-feiras, o filho menor será levado para conhecer bares e aprender como ser "homem".

Informações irrelevantes como o primo ter namorada, não são levadas em consideração pelo pai preconceituoso.

Nada será discutido ou averiguado, apenas julgado e condenado.



Apenas por curiosidade, informo alguns números:


  • O Disque 100 recebeu quase 2 mil denúncias de agressões contra gays, em 2015;
  • Desde o início de 2016, 132 homossexuais foram mortos no Brasil;
  • A cada 28 horas, um deles morre de forma violenta no país.




Idealizadores X Apoiadores

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Reparem numa coisa aqui.
A vida da gente pouco é definida pelos nossos desejos. Explico: você pode até querer muito fazer uma coisa, mas seus atos serão determinados pelos apoiadores.

Sabe o que é? Idealizadores tem aos montes nesse mundão de meu Deus. Mas a verdade é que sua ideia de bosta só poderá ser realizada se houver aquele cara que apoia sua loucura.
Esse cara pode ser um amigo maneiro ou ainda aquele que  banca($) suas estripulias.

Acontece assim, alguém muito esperto decidiu contratar uma estilista para fazer os uniformes dos responsável pela entrega das medalhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e pediu que fosse retratada toda nossa brasilidade.

Por exemplo, as Olimpíadas 2016 será em terras tupiniquins. O site oficial do evento já avisa pra você se preparar para "disputas emocionantes de 42 esportes Olímpicos, incluindo a estreia de golfe e rugby". Mas deveria informar sobre os uniformes que serão usados na entrega das medalhas.

Não deu outra, apresento a apoiadora:

“A ideia foi criar algo que ressaltasse a elegância tropical. Que fossem looks leves e descontraídos como os cariocas são e, ao mesmo tempo, estivessem alinhados ao contexto do evento”, disse a apoiadora estilista ao FFW.


Dadãã!
Croquis dos uniformes femininos desenhados por Andrea Marques


Que tal? Ainda não se decidiu? Te ajudo!

Uniformes da equipe de entrega de medalha



Por que não basta achar que o Brasil é um país tropical e cheio de festa se não tem quem apoie essa ideia. Esteriótipos devem ser reforçados não é mesmo?

Começa em 05 de agosto.
Bons Jogos!

Sei lá

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Ela vivia com a cara enfiada no celular.
Às 6 da manhã acordava e corria para a academia. Na volta, banho e trabalho.
No trabalho muito estresse.
Indo pra casa, a cara enfiada no celular.
Em casa, um oi e comentários sobre a novela.

A vó, sempre falastrona e disposta a conversar, contava todos os casos da vida, as histórias mais mirabolantes e os triunfos mais comentados na família.
Ela, olhar de desinteresse.
Dias e dias disso.

Mas um dia, a vó não se lembrou dela. Com olhar vazio, ouvia a pergunta da médica:
- Quem é essa moça?
- Sei lá, a vó respondeu.

S-E-I-L-Á!
Foi um choque imediato.
Como assim, a falastrona, cheia de casos para contar, não sabia quem era ela?
Justo a vó! Não podia ser.

A vida é deveras estranha, não é?
Quando se perde, se dá conta de que tinha tudo.

Livros de julho

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Disposta a terminar a leitura de livros esquecidos na prateleira, informo que me comprometo com essas leituras no mês de julho!

Outlander - A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon


Já assisto a série e como boa jornalista que sou, investiguei o que pude sobre a história. Estava na hora de ler os livros e acompanhar com mais propriedade.

As páginas sobre essa produção no Facebook não polpam esforços quando querem nos dar spoilers.

Tive que me render aos livros.

Não que eu não goste de ler livros que foram adaptados, pelo contrário! É que essa série em especial tinha me fisgado mesmo.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón

Esse é desses livros que todo mundo diz que é maravilhoso! Mas eu abandonei (risos nervosos).

E não foi por que eu não estava gostando, como pode ser lido no meu histórico de leitura do Skoob que eu transcrevo abaixo:

8/01/2016
14% (85 de 608)
"extremamente envolvida" Nota: 5

14/01/2016
8% (51 de 608)
"Completamente encantada pela forma de escrita desse autor" Nota: 5

O fato é que, apesar de "completamente encantada" e "extremamente envolvida", eu estava na saga da entrega do TCC da pós-graduação, amigos.

Aí, deixei ele de lado e quando tive tempo, comecei a ler outras coisas.

Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

Esse eu abandonei... Podem me julgar!

Eu sou hiper fã de Jane Austen e sabe-se lá onde eu li que poderia gostar desse livro.

Eu parei de ler, não por que eu tenha odiado a história, mas é que eu gosto de me divertir mais com as minhas leituras.

Portanto, posterguei.

Mas a vida é feita de responsabilidades, não é mesmo? Então, eu vou terminá-lo!

Recomeço

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Há tempos eu venho tentando dar um rumo para esse blog. Tenho a péssima mania de achar que antes de escrever algo tenho que ter muita certeza. Além disso, fico imaginando um jeito de segmentar o blog e escrever só sobre um assunto.

Grande erro.

Eu preciso entender que a internet é terra de ninguém. Posso escrever sobre o que quiser.

Sou livre.

Se hoje quero falar de uma série, ok. Se amanhã quero discutir política, melhor.

Mas estou numa vibe mais cultural.

Melhor ainda, estou querendo colocar minhas leituras em dia!

Tenho tantos livros não lidos e tantos outros na fila para compra que já perdi a conta.
Então, vou usar esse espaço para listar minhas metas de leitura e dizer um pouquinho o que achei desses livros.

Imponentes e Carentes

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Em meio ao centro, os monumentos da cidade não atraem a atenção

Por Tais Souza

Colaboração de Rejane Santos

Todos passam por elas ao visitarem o Centro de São Paulo. É quase impossível não vê-las. Porém, ainda são ignoradas por muitos. Estão ali paradas em nome de momentos históricos, personagens inesquecíveis, datas para nunca esquecer. Tem nome e rosto, mas podem conter significados além das primeiras impressões. O desafio é notá-las. Alguns vêm de longe só para tirar uma foto. Os daqui quase não se importam. As estátuas e monumentos estão lá esperando que alguém pare e se pergunte de onde elas vieram e o que fazem ali.
Observando durante cinco minutos o Pátio do Colégio é possível perceber que, faça chuva ou faça sol, há os que param e olham para a estátua da Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo. Ela está lá, sempre imponente com seus 25,75 metros. Mesmo assim, o dono da banca de jornal, Edgar Vieira, que tem seu ponto em frente à estátua não repara muito em quem quer vê-la. Para ele, o frustrante é a quantidade de gente pedindo informação. Acha que as pessoas só chegam perto, pois querem entrar no museu.
Uma pergunta ampla e genérica exigiu que professores, designer gráfico e até um historiador hesitassem ao responder. Por que as estátuas e monumentos são importantes? “Deixa eu pensar...”, Eliane do Carmo, professora, responde. Foi pega de surpresa. Passava direto pelo Pátio do Colégio, só olhou de relance para a obra de arte. “Muita gente não conhece as histórias das estátuas, acha bonito e tudo, mas com a correria do dia a dia nem repara.” Após dizer, se rendeu. Resolveu, então, posar para a foto. Pediu às amigas que pegassem a máquina, ficou em frente à Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo e sorriu. Severino Gonçalves é historiador e veio de Pernambuco numa excursão para visitar os pontos históricos da cidade. Como professor, se preocupa com o resgate da cultura e história na vida dos jovens. “Poucos deles se interessam pela história da cidade. Por exemplo, não existem mais excursões para conhecer outros estados.” Fábio Bulhões é design gráfico, ele aponta, mostra um detalhe da estátua para a sobrinha e interrompido responde: “São símbolos, né? E é mais fácil de identificar os momentos históricos do país”. Frases feitas, todas com alusão a preservar instantes significativos. Mas poucas estátuas ou monumentos dizem a que vieram. Uma plaquinha explicativa seria o bastante para informar. Porém, parece difícil enxergá-las como arte, quem dirá ler sua história.
O primeiro monumento de São Paulo está localizado na saída do metrô Anhangabaú. Trata-se do Obelisco da Memória. Diversas pessoas viram as costas, sentam nas escadarias aos seus pés e não sabem do seu valor histórico. Os inúmeros monumentos presentes na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal, foram presentes de outros países para a cidade. Como por exemplo, a estátua Estados Unidos do Brasil que veio da Itália em homenagem ao Centenário de Independência do Brasil. Já o Monumento a Anchieta foi erguido em comemoração ao centenário de São Paulo. Essas são apenas algumas das inúmeras estátuas e monumentos que enfeitam as ruas do centro velho. Isso sem falar nas outras espalhadas por toda a metrópole.
As obras de arte urbanas são importantes. Mas quem realmente se interessa por elas não são brasileiros. O Departamento do Patrimônio Histórico concluiu que os turistas gostam muito do que veem por aqui. Eles “procuram na paisagem e se deslumbram com formas desconhecidas, tão relacionadas com a cidade que visitam”. Mas William Martins que não é gari, nem lixeiro, mas sim quem faz a limpeza urbana, que fique bem claro, não usa palavras bonitas. Ele vai direto ao ponto. “Os turistas acham as estátuas mais interessantes do que os brasileiros. É a lembrança que eles levam para o país deles. Eles dão nota 10 para o Brasil. A gente não gosta tanto do Brasil quanto os de outros países gostam”. E por causa da sua profissão, repara no que está a sua volta e conserva aquilo que poucos percebem. Mas gosta de ser anônimo... “Reportagem? Não precisa disso... Mas moça, ninguém aqui se importa”. Apesar de tudo, os monumentos permanecem em seus lugares, aguardando para serem notados. Vigiando dia e noite a cidade que ajudam a registrar.

Filme: A Vida de David Gale

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Filme emocionante que mostra como uma ideia para acabar com a pena de morte no Texas foi tão bem articulada, mas não alcançou os objetivos. Pessoas que não tem mais nada a perder na vida, planejam dar fim à pena de morte e criticam o sistema prisional acabando com a própria vida. A crítica ao sistema prisional e a pena de morte são as ideias centrais. Para ilustrar isso contam a história do professor universitário e ativista David Gale que é acusado de estupro e assassinato. Porem, tudo não passa de um plano para provar como o sistema prisional e a pena de morte são falhos, já que ele é inocente, pois Constance sua colega e também ativista se matou. Gale e um cúmplice filmaram tudo. A ideia era mostrar a fita depois que Gale fosse condenado e morto.
O sacrifício por um bem maior, me é visto como inconseqüente, já que os mortos não saberiam o resultado. O plano é tão bem arquitetado que a jornalista que foi chamada, pelo próprio Gale para provar sua inocência acredita que ele não matou Constance. Os acontecimentos são muito atuais, desde a separação de Gale e sua esposa até a pena de morte. Apesar de não vermos pessoas se matando para criticar algo ou acabarem com um sistema todos os dias, nós vemos.
Todo e qualquer crime cometido no Brasil é discutido levando-se em consideração a pena de morte. As pessoas se sentem no direito de acusar, sem nem mesmo entender os fatos. Julgar é fácil enquanto minha barriga não dói. A opinião é sempre a mesma: o criminoso deve morrer e, nós cidadãos de bem, viver em paz no nosso jardim florido.
Aqui no Brasil não temos pena de morte, o que acho razoável, já que nem furto de margarina é devidamente julgado. O que para alguns a pena de morte é justa para outros não o é. Acredito que a solução estaria para o acusado e condenado à morte, que estaria livre do sofrimento da prisão e acusações da sociedade. Já quem morreu injustamente não estaria mais com seus familiares. O que deve ser feito é evitar mortes e violência, não exterminar pessoas para se ver livre do problema. A maioria dos que cometem crimes, o fazem, por não ter outro meio de viver. A solução está em auxiliar a vida dos que necessitam.

Análise segundo questões da disciplina Éticas e Bases Humanas.